segunda-feira, 30 de julho de 2007

A demissão de Ney Franco


O treinador de futebol Ney Franco, campeão carioca e campeão da Copa do Brasil neste ano pelo Flamengo, foi demitido pelo rubro-negro carioca após um empate emocionante contra o Corinthians no Morumbi, quando perdia por 2x0.

Ney Franco realmente não conseguiu fazer sua ex-equipe engrenar no Brasileirão. No entanto, acabara de receber o reforço do meio-campista Roger, vindo do Corinthians, e contaria com os retornos por empréstimo de Ibson e Jônatas, vendidos pelo Fla ao Porto (POR) e ao Espanyol (ESP), respectivamente.

O Flamengo, ao contrário de outras equipes que em sua maioria jogaram 15 vezes no certame nacional, tem apenas 12 partidas devido ao adiamento de alguns jogos por causa do Pan-Americano do Rio de Janeiro.

Ou seja, Ney Franco poderia perfeitamente superar as adversidades e levar o time de maior torcida do Brasil a uma melhor posição na tabela, pelos jogos que teria a fazer e pelos reforços que receberia.

Uma reação foi esboçada ao vencer o América-RN por 3x1 na última quarta-feira e ao buscar um melhor resultado com o Corinthians e arrancar um empate por 2x2.

Ficou só no esboço.

Vamos ver o que fará Joel Santana e sua prancheta em prol da amadora aposta dos amadores dirigentes flamenguistas.

Juvenal Juvêncio e Muricy
O presidente Juvenal Juvêncio apostou, bateu o martelo e disse que Muricy Ramalho permaneceria no comando do São Paulo após um começo instável no Brasileirão.

Hoje o Tricolor Paulista tem o mesmo número de pontos do líder Botafogo, que leva vantagem no saldo de gols.

Mera coincidência ou pura competência?

domingo, 29 de julho de 2007

Tricolor vence o Mecão no detalhe


O São Paulo entrou em campo com a mesma formação que venceu o Sport no Morumbi por 3x1 em jogo válido pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Enquanto que na partida contra o time pernambucano o time sãopaulino ganhou o jogo taticamente, trabalhando a bola e chegando ao gol, contra o América do Rio Grande do Norte a atuação não foi a mesma.

O São Paulo não conseguia trabalhar a bola e achar jogadas pelo meio para transpor a defesa do Mecão. Claramente a alternativa era jogar pelas laterais do campo, mas com o time escalado no 4-4-2, os laterais Reasco e Richarlyson deveriam se ater à marcação e não tanto às subidas ao ataque.

Em um jogo muito fraco tecnicamente, o Tricolor achou seu gol ainda no primeiro tempo no famoso “detalhe” que costuma decidir partidas: após cobrança de escanteio que Richarlyson desviou de cabeça completando para o gol. Ainda na primeira etapa, em chutes de longa distância, o artilheiro do São Paulo no jogo e Souza levaram perigo ao gol de Renê, além da cobrança de falta do goleiro Rogério Ceni que exigiu boa defesa do goleiro do América.

O time paulista, no segundo tempo, ainda teve mais duas boas chances com Diego Tardelli, que entrou no lugar do apagado Borges, e com Souza, após passe de Hugo que substituiu Leandro.

Por sua vez, o lanterna do Brasileirão criou poucas oportunidades, destacando-se uma na primeira etapa com o ala-direito Eduardo e outra, já na etapa final, com o meia Marquinhos.

Talvez Muricy Ramalho poderia ter trazido para a capital paulista um resultado mais elástico se escalasse o time no 3-5-2 e aproveitasse os flancos do campo, de onde surgiram as melhores oportunidades sãopaulinas. No entanto, como vem ressaltando e esclarecendo em suas entrevistas, o treinador do Tricolor optou mais uma vez pelo 4-4-2 por saber das limitações do lateral equatoriano Reasco se escalado como ala e pelo bom rendimento da equipe contra o Sport na última quinta-feira.

Os meio-campistas Souza e Jorge Wagner estiveram bem apagados e tímidos na criação das jogadas. Não foi uma noite feliz dos responsáveis pela armação de lances ofensivos do Tricolor.

De vantajoso deste magro placar em Natal, só os três pontos e a aproximação do líder Botafogo, que está igualado ao São Paulo em número de pontos, mas leva vantagem no saldo de gols e tem uma partida a menos.

Resta ao torcedor sãopaulino torcer por uma boa apresentação na próxima quinta-feira, quando o São Paulo enfrentará a equipe do Juventude no Morumbi, e por um tropeço do líder do Brasileirão contra este mesmo América que sente o cheiro nem tanto agradável da Segunda Divisão.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Vitória da tática de jogo


Rogério Ceni, Reasco, André Dias, Miranda e Richarlyson; Josué, Hernanes, Jorge Wagner e Souza; Leandro (Diego Tardelli) e Borges (Hugo).

Este foi o São Paulo que venceu o Sport, de virada, por 3x1, na última quinta-feira no frio Morumbi.

O técnico Muricy Ramalho optou por um São Paulo no esquema 4-4-2, com Richarlyson na lateral-esquerda e Jorge Wagner no meio-de-campo ao lado de Souza.  Com duas linhas de quatro quando estava sem bola e, quando a posse era do Tricolor, um losango no meio-de-campo, o São Paulo se manteve na vice-liderança do Campeonato Brasileiro.

O Tricolor desde o início do jogo procurou o gol, mas quem saiu na frente foi o time pernambucano, com Weldon, que aproveitou a única vacilada do time sãopaulino na marcação no contra-ataque de sua equipe.

No segundo tempo o time de Muricy foi o mesmo da primeira etapa e continuou criando oportunidades de gol e dessa vez a bola resolveu entrar por três vezes com Leandro, Souza e Rogério Ceni em cobrança de falta perfeita. Destaque para o atacante Borges que fez o “corta-luz” para o gol de Leandro e deu o passe para o camisa 10 do Tricolor que até aquele momento só dava chutes mal direcionados.

A verdade é que o São Paulo atuou bem desde o primeiro tempo e criou jogadas no toque de bola pelo chão – mostrando o trabalho realizado no treino da véspera da partida -- e nos chutes de longa distância, porém pecava nas finalizações (principalmente com Souza). Não havia o que mudar para o segundo tempo, senão o acréscimo de vontade e volúpia para conquistar os três pontos.

No entanto, deve-se apontar alguns fatos envolvendo alguns atletas individualmente.

O ala Jorge Wagner não se destacou no meio-campo, apesar de ter se esforçado bastante e auxiliado Souza na marcação da saída de bola. Muitos torcedores pedem o ex-jogador de Corinthians e Internacional no meio-de-campo, como cabeça pensante da equipe. Ficou evidente, porém, que ele realizou no máximo alguns cruzamentos e chutes ao gol, já que passes em profundidade através de seus pés foram nulos (só tapinhas na bola para os companheiros mais próximos). O organizador de jogadas do time, mesmo, foi Souza que apesar dos péssimos chutes, teve boa atuação.

Já Leandro, mesmo marcando o seu gol na partida, mais uma vez teve atuação contestada. Muita firula novamente e pouca objetividade. Aliás, objetividade esta que, felzimente, só foi colocada em prática no momento de seu gol.

Alguns irão questionar a escalação do volante Richarlyson na lateral. Ora, todos sabemos que Júnior e principalmente Jadílson não se destacam pela marcação. E para enfrentar uma equipe jogando no 3-5-2 e contando com o habilidoso atacante Carlinhos Bala, pode-se compreender perfeitamente a presença de Richarlyson, que mais uma vez foi bem.

Enfim, taticamente o time de Muricy foi o mesmo do início ao final da partida e, diga-se, foi muito bem.

Uma vitória da tática de jogo, uma vitória do trabalho de Muricy, que derruba mais uma vez as fofocas de que não tem o grupo sob controle.

Avante, São Paulo!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Mais lamentações


Lamentável I
Só posso lamentar aqueles que acreditam que o Brasil terá chances de repetir, ou pelo menos aproximar-se, da campanha do Pan-2007, no que diz respeito ao número de medalhas de ouro conquistadas, nas Olimpíadas de Pequim no ano que virá.

Como já foi discutido neste blog (no post Alegria,tristeza e lamentações), o dinheiro público investido para trazer os Jogos Panamericanos para o Brasil não foi pouco e poderia ter sido utilizado para outras causas que necessitam muito mais destes recursos.

Pois bem, uma delas seria investir em futuros atletas, atletas e treinadores dos esportes olímpicos se o desejo for contribuir com o esporte. Quem sabe intercâmbios com países com tradição em determinada modalidade esportiva.

Fica evidente essa necessidade quando assistimos o atleta Vicente Lenílson terminar a prova dos 100m rasos na sétima colocação (são oito os participantes da final da modalidade), vendo o ouro ser entregue a um atleta da desconhecida Antilhas Holandesas.

Os Jogos Panamericanos são uma coisa, onde muitas vezes atletas são testados pelas delegações e treinadores dos países participantes; os Jogos Olímpicos são outra coisa, muitíssimo diferente, onde terá a presença de outras potências do Mundo todo – como Rússia e China, só para exemplificar -- e não apenas das Américas.

Mas os dirigentes brasileiros são chegados mesmo em obras caríssimas, as quais são colocadas em primeiro plano. Como se não houvesse outras prioridades...

Lamentável II
O comportamento da torcida brasileira na prova de declato, vaiando os atletas de outros países.

Comportamento semelhante teve o ex-jogador de basquete Oscar Schimidt na competição individual da ginástica artística, com gritos de “vai cair, vai cair!” para os ginastas que concorriam com os brasileiros.

Na verdade, até compreendo as atitudes, apesar de que não faria o mesmo (de certo daria aquela “secadinha” básica nos rivais dos nossos atletas).

Culturalmente, a torcida brasileira, quando se junta em estádios ou afins, tem por costume vaiar os rivais daqueles por quem estão torcendo. Incluindo nisso os esportes mais tradicionais e populares aqui no país, como o futebol, o vôlei e o basquete, nos quais os gritos e vaias são manifestações bastante comuns.

No caso de Oscar, pode-se afirmar o mesmo, ainda mais por ele ter se consagrado e atuado no meio do basquete que é um esporte popular.

A falta de vivência nestes esportes (atletismo e ginástica artística) – nos quais geralmente as pessoas que os acompanham o fazem por admirar determinado atleta, independente de sua nacionalidade --, seja assistindo-os pela TV ou praticando-os, com certeza contribuiu para essa atitude lamentável.

Seria interessante ver as emissoras de TV aberta do país transmitirem mais eventos de esportes olímpicos como o atletismo e a ginástica artística, seria interessante as escolas nas aulas de educação física incentivarem o ensino (não se trata de especialização, mas sim a vivência básica e a teoria) dessas modalidades.

E mais que as outras duas sugestões: seria interessante que o governo e os dirigentes do esporte brasileiro financiassem programas de incentivo a estes esportes e deixassem de lado a tola idéia de se realizar eventos incompatíveis com a realidade do Brasil, como os Jogos Panamericanos e a Copa do Mundo, que ao que tudo indica será mesmo em solos tupiniquins em 2014.

Só seria interessante...

terça-feira, 24 de julho de 2007

Alegria, tristeza e lamentações


A campanha brasileira no Pan-2007, no Rio, superou hoje todas as anteriores com a trigésima medalha de ouro conquistada no tênis de mesa pelo trio Hugo Hoyama, Thiago Monteiro e Gustavo Tsuboi na final por equipes, batendo a equipe argentina.

Justamente no dia em que se completa uma semana da tragédia ocorrida em São Paulo, com o acidente do vôo JJ 3054 da TAM que custou a vida de 200 pessoas.

Durante essa semana se que passou, muitos ouros foram conquistados pelo Brasil no Pan: na ginástica artística, na natação, no vôlei de praia, no atletismo e, hoje, no tênis de mesa.

Sim, o Panamericano do Sr. Carlos Artur Nuzman -- presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) --, com obras caríssimas (superfaturadas?) e utilizando o dinheiro público.

Os ouros conquistados por Diego Hypolito, Mosiah Rodrigues, Jade Barbosa, Thiago Pereira, Rebeca Gusmão, pelas duplas Juliana e Larissa e Ricardo e Emanuel, pela Fabiana Murer, pelo trio do tênis de mesa e todas as demais medalhas que foram e serão conquistadas por atletas brasileiros são motivos de orgulho e de alegria para qualquer brasileiro.

No entanto, com a tragédia do avião da TAM que entristeceu o Brasil e o Mundo, eu definitivamente só tenho a lamentar a realização deste Pan do Rio de Janeiro, já que todo este dinheiro investido poderia ter sido utilizado para solucionar outros e maiores problemas como o da crise aérea que assola o Brasil.

O Sr. Nuzman tem a sensação de dever cumprido (ou não, pois há relatos de falta de comida para os atletas na Vila Panamericana e filas enormes nos espaços que recebem os jogos com torcedores à procura de ingressos que estão nas mãos de pessoas “VIPs” que sequer comparecem para prestigiar o evento, deixando lugares vazios que poderiam ser preenchidos pelos “comuns”) e conseguiu autopromover-se.

Enquanto isso os familiares das vítimas do acidente da trágica terça-feira do último dia 17 choram a perda de seus entes.

Medalha de ouro? Alegria momentânea. Agora temos mesmo é que lamentar.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Até quando?


O Palmeiras fará um protesto formal, encaminhando uma carta à CBF posicionando-se contra o erro do assistente Marrubson de Freitas, que anulou um gol legal feito pelo chileno Valdívia na partida de ontem contra o Paraná.

O gol anulado ocorreu da seguinte forma: Valdívia recebeu a bola na linha da pequena área e finalizou com um chute cruzado, que bateu na trave antes de entrar no gol. No entanto, o atacante Luís Henrique, do time paulistano, acompanhava a jogada e chegou próximo à trave em que a bola bateu antes de morrer nas redes do time paranista. O Sr. Marrubson de Freitas levantou a bandeira assinalando impedimento de Luís Henrique, achando que este teria tocado na bola, pois se encontrava na frente da linha do objeto no momento do chute.

Vamos considerar as dimensões do campo e a posição do bandeira que se encontrava na linha lateral.

A linha-de-fundo simetricamente paralela à linha do meio-de-campo (largura do campo de jogo) deve ter, no mínimo, 45 metros ou, no máximo, 90 metros. No caso do estádio do Paraná, o Durival de Britto, onde foi realizado o jogo em questão, a largura do campo é de 75 metros.

Considerando: a distância entre os dois postes (7,32m); a distância entre um poste e a linha vertical da pequena área (5,5m); a distância entre as linhas verticais da pequena área e da área penal (11m); e a distância entre a linha vertical da área penal e a bandeira de escanteio (17,34m), afirma-se que o bandeira estava a aproximadamente 41,16m do atacante Luís Henrique, como se pode ver no esquema abaixo.


Portanto, levando-se em conta este afastamento entre o árbitro assistente e o atleta, com o agravante dele ter outros jogadores encobrindo sua visão, é perfeitamente aceitável o erro do bandeira.

O que quero dizer é que os protestos contra arbitragens devem ser eitos com bom senso e essa capacidade não vem sendo colocada em prática por times como Botafogo, no episódio envolvendo a auxiliar Ana Paula de Oliveira na semi-final da Copa do Brasil, o próprio Paraná, que foi beneficiado agora, que reivindicava a anulação do jogo contra o São Paulo por erros de arbitragem, e agora o Palmeiras, que se coloca na posição de perseguido, como se os erros acontecessem sempre contra e nunca a favor da equipe do técnico Caio Júnior.

O futebol brasileiro se encontra em um nível baixíssimo tecnicamente. Se essa falação que envolve os árbitros como um dos argumentos para justificar as derrotas se proliferar para outros técnicos e dirigentes de outras equipes, a tendência é que os torcedores aqui do Brasil acompanhem um futebol cada vez mais chato.

Bom senso, treino e boa administração. É essa a receita para que os clubes de futebol cresçam e, no caso de alguns, voltem a ganhar títulos.

domingo, 22 de julho de 2007

Três pontos suados!


Cruzeiro e São Paulo se enfrentaram no Mineirão na tarde deste domingo, que acabou com a vitória do Tricolor por 2x1, de virada, com gols de Breno e Hernanes para o Tricolor.

Desse confronto, mesmo, só os três pontos e o golaço de Hernanes para se comemorar.

O São Paulo teve mais uma vez dificuldade para armar jogadas e quando o fez, o ataque se encontrava em posição irregular.

Souza, em tese o responsável por dar assistências aos atacantes, errou muitos passes e teve atuação pífia, assim como Hugo que entrou no lugar de um Leandro que só fez “firulas” e mais uma vez foi pouco objetivo. Se o São Paulo está fazendo uma limpeza no elenco, é provável que estes três atletas sejam negociados – se não agora, é provável que em 2008 eles não vestirão mais o Manto Tricolor.

De positivo pode-se destacar as atuações da dupla Hernanes e Richarlyson. Eles darão dor de cabeça ao técnico Muricy para garantir um lugar no time titular sãopaulino para compor o setor de marcação do meio-de-campo juntamente com Josué, que voltará de suspensão na próxima quinta-feira contra o Sport Recife no Morumbi. O jogador que garantiu a vitória do Tricolor contra o Cruzeiro parece levar ligeira vantagem.

Enfim, pelo futebol das duas equipes, o resultado final foi justo. O São Paulo teve mais ímpeto durante o jogo, atacou mais, no entanto ainda não empolga o seu torcedor.

O técnico Muricy Ramalho terá trabalho para retomar o bom futebol que consagrou essa equipe no ano passado com o título nacional, vide a displicência e/ou má fase técnica de alguns atletas.

Uma vaga na Libertadores – considerando o nível do campeonato e o nível do futebol apresentado pelo São Paulo – parece estar de bom tamanho.