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quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Quarta-feira dos visitantes


Náutico x Flu
Náutico e Fluminense terminaram no zero-a-zero como se esperava. Um time que começou na zona do rebaixamento contra outro que costuma atuar no 3-6-1 fora de casa só podia dar nisso.

Goiás x Paraná
No centro-oeste do Brasil, o Goiás venceu o Paraná Clube por 2x0 em noite de Paulo Baier com um gol de pênalti e assistência para o gol do ex-corinthiano André Leone. O encanto de Josiel  e cia. parece ter acabado após a saída do treinador Pintado.

Palmeiras x Sport
O Palmeiras permaneceu com a síndrome do Parque Antártica e perdeu para o Sport por 2x1 de virada em um jogo que o time paulista tinha tudo para ganhar, chegando a ter até dois jogadores a mais que o adversário.

Não me surpreenderá assistir o técnico alviverde reclamando da arbitragem como tem sido freqüente nessa temporada.

O gol do Palmeiras foi de Martinez em cobrança de falta, e os tentos do Sport foram anotados por César e por Da Silva em rebote do goleiro Diego Cavalieri, após defender uma penalidade discutível assinalada pelo árbitro.

Botafogo x América-RN
Jogando no Espírito Santo o Botafogo não deu brecha para o São Paulo e se manteve na liderança goleando o lanterninha América-RN por 4x2. Destaque para o centroavante André Lima, que mais uma vez deixou sua marca e deu até passe de calcanhar.

Galo x Santos
No duelo de Leão e Vanderlei Luxemburgo, o Galo saiu derrotado no Mineirão pelo Santos com um gol de Marcos Aurélio e outro de Kleber Pereira. O nome do jogo foi Kleber, campeão da Copa América como reserva do lateral-esquerdo Gilberto, que jogando no meio-de-campo com a mística camisa 10 que já foi de Pelé, serviu os atacantes santistas. Danilinho descontou para o Atlético de Leão.

Inter x Vasco
Outro visitante que fez a festa foi o Vasco que surpreendentemente venceu o Internacional, no Beira Rio, com gols de Alan Kardek e Leandro Amaral. O time vascaíno parece prometer dar trabalho...

Atlético-PR x Corinthians
 Em jogo muito ruim tecnicamente, com muitos erros de passes de ambos os times, Willian, o camisa 10 corinthiano, marcou duas vezes para o seu time, enquanto que o zagueiro Rhodolfo e o habilidoso Rogerinho, no finalzinho, marcaram para a equipe paranaense.

De bom mesmo neste jogo apenas o golaço de Willian. Uma pintura de gol e uma pena por ele jogar em um time tão ruim!

Final de jogo, 2x2, quando o justo seria, no máximo, um 0x0.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Até quando?


O Palmeiras fará um protesto formal, encaminhando uma carta à CBF posicionando-se contra o erro do assistente Marrubson de Freitas, que anulou um gol legal feito pelo chileno Valdívia na partida de ontem contra o Paraná.

O gol anulado ocorreu da seguinte forma: Valdívia recebeu a bola na linha da pequena área e finalizou com um chute cruzado, que bateu na trave antes de entrar no gol. No entanto, o atacante Luís Henrique, do time paulistano, acompanhava a jogada e chegou próximo à trave em que a bola bateu antes de morrer nas redes do time paranista. O Sr. Marrubson de Freitas levantou a bandeira assinalando impedimento de Luís Henrique, achando que este teria tocado na bola, pois se encontrava na frente da linha do objeto no momento do chute.

Vamos considerar as dimensões do campo e a posição do bandeira que se encontrava na linha lateral.

A linha-de-fundo simetricamente paralela à linha do meio-de-campo (largura do campo de jogo) deve ter, no mínimo, 45 metros ou, no máximo, 90 metros. No caso do estádio do Paraná, o Durival de Britto, onde foi realizado o jogo em questão, a largura do campo é de 75 metros.

Considerando: a distância entre os dois postes (7,32m); a distância entre um poste e a linha vertical da pequena área (5,5m); a distância entre as linhas verticais da pequena área e da área penal (11m); e a distância entre a linha vertical da área penal e a bandeira de escanteio (17,34m), afirma-se que o bandeira estava a aproximadamente 41,16m do atacante Luís Henrique, como se pode ver no esquema abaixo.


Portanto, levando-se em conta este afastamento entre o árbitro assistente e o atleta, com o agravante dele ter outros jogadores encobrindo sua visão, é perfeitamente aceitável o erro do bandeira.

O que quero dizer é que os protestos contra arbitragens devem ser eitos com bom senso e essa capacidade não vem sendo colocada em prática por times como Botafogo, no episódio envolvendo a auxiliar Ana Paula de Oliveira na semi-final da Copa do Brasil, o próprio Paraná, que foi beneficiado agora, que reivindicava a anulação do jogo contra o São Paulo por erros de arbitragem, e agora o Palmeiras, que se coloca na posição de perseguido, como se os erros acontecessem sempre contra e nunca a favor da equipe do técnico Caio Júnior.

O futebol brasileiro se encontra em um nível baixíssimo tecnicamente. Se essa falação que envolve os árbitros como um dos argumentos para justificar as derrotas se proliferar para outros técnicos e dirigentes de outras equipes, a tendência é que os torcedores aqui do Brasil acompanhem um futebol cada vez mais chato.

Bom senso, treino e boa administração. É essa a receita para que os clubes de futebol cresçam e, no caso de alguns, voltem a ganhar títulos.

terça-feira, 19 de junho de 2007

O futuro do futebol


No dia 03 de junho, em jogo válido pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro, o São Paulo venceu o Paraná em Curitiba pelo placar mínimo em uma partida com arbitragem que rendeu polêmica.

A vitória tricolor foi construída primeiramente quando o juiz da partida, Leonardo Gaciba, assinalou penalidade máxima em Aloísio, que na humilde opinião desse que vos escreve, sãopaulino fanático que sou, não aconteceu realmente. No entanto, vê-se que o goleiro paranista saiu atabalhoado do gol e mesmo que não tenha tocado no atacante do São Paulo, é perfeitamente compreensível a marcação da infração. Sem contar que foram diversos os colunistas que se posicionaram apoiando a decisão de Gaciba.

Outro lance que custou a derrota do Paraná Clube foi no final da partida, quando o auxiliar do árbitro marcou impedimento que posteriormente a TV veio a mostrar que não existia. Um lance difícil, pois havia três jogadores em condições - inclusive o zagueiro Luis Henrique, autor do gol "anulado" - e um em posição de impedimento. O auxiliar levanta a bandeira antes da bola chegar ao zagueiro que marcou o tento, logo não se pode nem falar que o gol foi invalidado, e sim o lance anterior em que um atleta do clube parananense encontrava-se em posição irregular. Erro comum, que acontece praticamente em todas as rodadas do campeonato. Estes dois erros do árbitro provocaram reação inédita nos paranistas: querem que a partida seja anulada.

Uma coisa é o clube solicitar ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) avaliar questões relacionadas à indisciplina e à violência - como fez o Tricolor Paulista no episódio Edmundo após o clássico contra o Palmeiras, que viria a replicar com uma suposta proposital cotovelada do atacante sãopaulino Marcel em um jogador alviverde na mesma partida; outra bem diferente é querer mudar o resultado construído em campo pelas decisões tomadas pelo árbitro que, no meu entender, foram bastante comuns e não podem ser classificadas como erros premeditados (ou propositais). Não se trata de um Edílson Pereira de Carvalho (até que se prove o contrário) no fato que chocou todos no Brasileirão 2005.

Particularmente penso que os dirigentes do Paraná vão "dar com os burros n'água". Caso contrário, o futebol estará morrendo. As decisões do juíz de futebol e de seus auxiliares (quando corroboradas pelo árbitro) deverão para sempre ser absolutas, ainda mais quando avaliadas nesse contexto da partida Paraná X São Paulo (e da maioria dos jogos de futebol no Mundo), em que os julgamentos dos lances polêmicos foram feitos em pouquíssimos segundos.

Portanto, deixando um pouco a paixão pelo São Paulo de lado e prezando pelo futuro do futebol, torço para que o bom senso prevaleça na decisão do STJD.