terça-feira, 9 de abril de 2013

Erro grave de arbitragem define classificação do Dortmund e deixa ‘neutros’ em êxtase. E se fosse o seu time o eliminado?


Mágica! Milagre! Ah, o futebol!

Exclamações não faltaram depois da classificação do Borussia Dortmund à fase semifinal da UEFA Champions League, ao bater o Málaga com gol aos 47’ do 2º tempo.

Em um primeiro momento, como torcedor neutro, partilhei do êxtase pela história da partida, cheia de reviravoltas. Entretanto, depois de refletir um pouco, me perguntei: erros de arbitragem – como os verificados no Signal Iduna Park – fazem parte da magia, da catarse que o futebol proporciona?

Mais (e pior): e se eu fosse torcedor do Málaga e visse meu time ser eliminado de uma Champions com um erro crasso como o que definiu a classificação do Dortmund?

Não gostaria, certamente estaria ‘p’ da vida até agora.

Não há dúvidas: o segundo gol do time espanhol é irregular, como mostra a imagem abaixo – o autor do gol, Eliseu, estava à frente da linha da bola no momento em que ela sai dos pés de Júlio Baptista.
Eliseu, autor do segundo gol do Málaga, em posição de impedimento (Foto: Reprodução/ESPN.com.br)
Eliseu, autor do segundo gol do Málaga, em posição de impedimento (Foto: Reprodução/ESPN.com.br)

Mas, pessoalmente, acho o erro no lance que deu aos alemães a vaga na semifinal muito mais grave. Porque é duplo!

Não bastando o autor do gol, Felipe Santana, estar em posição de impedimento, quando Lewandowski alçou a bola na área, Schieber, que desvia o lançamento, estava impedido, como mostra a reprodução a seguir.
Lance que originou o gol irregular de Felipe Santana: impedimento duplo (Foto: Reprodução/ESPN.com.br)
Lance que originou o gol irregular de Felipe Santana: impedimento de Schieber no nascedouro da jogada (Foto: Reprodução/ESPN.com.br)

Em agosto do ano passado, o Santos venceu o Corinthians por 3x2 e o segundo gol santista (clique aqui) ficou marcado por falha tripla no mesmo lance. Sim, três impedimentos solenemente ignorados!

Aquele jogo já me deixou perplexo, mas hoje me veio o clique definitivo para a dúvida que tinha sobre a necessidade de recursos eletrônicos para auxiliar a arbitragem.

É imprescindível! Porque se o torcedor do Dortmund ficou nervoso ao levar o gol irregular que lhe custaria a vaga, imagine o do Málaga (e isso inclui todos funcionários, jogadores e comissão técnica do clube), eliminado por duas falhas em lances absolutamente sequenciais?

Daqui a 20 anos, pergunte a um torcedor do clube espanhol o que ele pensa da eliminação deste 9 de abril. Será que ele irá exclamar “Ah, o futebol”?

Não irá. Porque não há magia nenhuma no que aconteceu hoje na Alemanha.

Em tempo: as falhas verificadas no Signal Iduna Park foram gravíssimas. Os auxiliares, posicionados, com ângulos bons para apontarem os impedimentos, erraram. E no lance do gol definitivo de Felipe Santana, havia o árbitro da linha de fundo, que em nada ajudou.

Tudo isso na Europa.

Lá, como cá, arbitragem também erra feio. Coincidência, despreparo, corrupção? Não dá pra afirmar.

Mais uma razão para adotar de vez a tecnologia no futebol.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Enquanto São Paulo é derrotado na Bolívia, diretor de futebol do clube disputa prova de automobilismo em Portugal


O São Paulo perdeu um confronto decisivo pela Libertadores, mas a derrota não foi presenciada pelo diretor de futebol do clube, Adalberto Baptista.

Enquanto o Tricolor saía derrotado pelo The Strongest na Bolívia, o dirigente são-paulino disputava sessões de treino para primeira etapa da Porsche Cup, a ser disputada em Estoril, Portugal, no próximo sábado.


Luis Fabiano prestigia Adalberto Baptista, então diretor de marketing do São Paulo, em etapa da Porsche Cup de 2011 (Foto: Jorge Sá)
Luis Fabiano prestigia Adalberto Baptista, então diretor de marketing do São Paulo, em etapa da Porsche Cup de 2011 (Foto: Jorge Sá)


A ausência do principal chefe do departamento de futebol do São Paulo, para além do jogo decisivo disputado na Bolívia, ocorre no momento em que se discute a demissão do fisioterapeuta Luiz Rosan.

Rosan, que presta serviços à seleção brasileira e era chefe da fisioterapia do clube, foi dispensado na semana passada por, segundo Baptista, cobrar privilégios como ingressos e também porque tinha horários de trabalho diferenciados no Reffis do CT da Barra Funda.

Em 2010, o Dr. Turíbio Leite de Barros, renomado fisiologista do esporte, havia sido demitido pelo São Paulo por, segundo dirigentes, se ausentar com frequência de seus trabalhos no clube.

Adalberto Baptista é considerado um dos potenciais candidatos à sucessão de Juvenal Juvêncio na presidência do clube.

Opinião
Que profissionais devem cumprir suas obrigações em determinados horários, é indiscutível.

No entanto, é inadmissível ver o diretor de futebol de um clube se ausentar de um momento tão importante do clube na temporada.

Quer dizer, no São Paulo o diretor estatutário pode se ausentar a seu bel prazer. Cadê a relação de equidade propagada e alegada pelo diretor para justificar as demissões de renomados profissionais?

É no mínimo incoerente. E, como chefe do departamento, deveria dar o exemplo.

Mais: o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, tem como paixão o rali. E abriu mão dessa paixão pelo dever de administrar uma paixão ainda maior, que é o seu clube.

Salvo engano, Nobre somente se ausentou de um jogo, a goleada que seu time levou do Mirassol, quando chefiava a delegação do Brasil nos amistosos pela Europa.

Já para o dirigente tricolor, nada é mais importante do que pilotar um Porsche em Portugal.

Este é o diretor escolhido por Juvenal para comandar o futebol do clube. Imagine se ele for eleito presidente o que (não) irá fazer...

terça-feira, 5 de março de 2013

Eu acredito nos deuses do futebol. E você, Sir Alex Ferguson?


Rooney parece lamentar algo depois de entrar no jogo em que o Manchester United foi eliminado pelo Real Madrid (Foto: Getty Images)

A notícia mais importante do dia é a morte de Hugo Chávez, mas...

...como o negócio deste blog é a bola que rola nos gramados, certamente uma das forças que movem esse mundão redondo como ela, então vamos à discussão boleira, do nosso futiba de cada dia.

E, não poderia ser diferente, a pauta é o clássico europeu entre Manchester United e Real Madrid pela Champions League.

Antes de a bola rolar, a surpresa pelo lado do United: Wayne Rooney no banco de reservas por exclusiva opção de Sir Alex Ferguson.

É verdade que, com a escalação que iniciou o jogo, os Red Devils conseguiram brecar o Madrid até – no meu ver – o erro absurdo da arbitragem na expulsão de Nani, apesar da menor posse de bola.

Mas até que ponto decisões táticas devem sobrepor-se à qualidade de um jogador como o Rooney, certamente entre os dez melhores do planeta?

É um jogador de extrema qualidade técnica, com enorme poder de decisão.

Mais: sabendo que Rooney é um jogador aplicado, que marca tanto ou mais que o Welbeck ou o Giggs ou o próprio Nani, que fazia boa partida. No futebolês, o camisa 10 do United é um jogador "tático".

Deixá-lo no banco num jogo como esse é imperdoável. Erro crasso, inadmissível.

Se a bola que rola é uma das forças que movem esse mundão, não é um absurdo pensar que a eliminação red devil tenha sido daquelas punições dos "deuses do futebol".

E com um toque de humor negro, dada a pressão sobre o Real Madrid após levar a virada, com direito a dificílimas defesas feitas pelo goleiro Diego López.

Cada ano que passa, acredito mais que os deuses do futebol existem.

E você, Sir Alex Ferguson?