Já com 20 minutos do 1º tempo do massacre imposto pelo
Bayern de Munique ao Barcelona, comecei a refletir sobre o brilhante amanhã (não
digo nem futuro, porque pode soar distante) que espera o time bávaro.
No entanto, foi inevitável refletir também sobre o escândalo de sonegação fiscal que envolve Uli Hoeness, presidente do clube alemão, seguido pelo vazamento da contratação de Mario Götze, do Borussia Dortmund, pelo Bayern.
O caso sobre evasão fiscal – revelado no sábado – era fortemente repercutido pela imprensa alemã, quando na segunda-feira à noite o jornal Bild deu a notícia sobre o acordo entre Götze e o Bayern. Na manhã desta terça-feira, o site do campeão alemão confirmou a negociação.
Restou ao Borussia se pronunciar oficialmente e admitir a transferência, agendada para 1º de julho, mediante o pagamento da multa contratual, estipulada em € 37 milhões.
Quem vazou a informação para o Bild? E por que confirmar neste momento do escândalo que acomete Uli Hoeness o acordo com Götze?
O caso sobre evasão fiscal – revelado no sábado – era fortemente repercutido pela imprensa alemã, quando na segunda-feira à noite o jornal Bild deu a notícia sobre o acordo entre Götze e o Bayern. Na manhã desta terça-feira, o site do campeão alemão confirmou a negociação.
Restou ao Borussia se pronunciar oficialmente e admitir a transferência, agendada para 1º de julho, mediante o pagamento da multa contratual, estipulada em € 37 milhões.
Quem vazou a informação para o Bild? E por que confirmar neste momento do escândalo que acomete Uli Hoeness o acordo com Götze?
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| Torcedores do Borussia Dortmund começaram a se manifestar contra Mario Götze após o anúncio do acordo para a transferência do jogador ao Bayern (Foto: Reprodução/Twitter) |
Com a divulgação, o Bayern parece ter conseguido matar dois coelhos com uma cajadada só: o primeiro, evidente, foi encobrir o problema do mandatário do clube bávaro; o segundo, estremecer o ambiente de seu grande rival Borussia Dortmund, às vésperas de disputar a semifinal da Champions League contra o Real Madrid – torcedores já se manifestaram contra Götze.
Pelo momento que vive, definitivamente, o Bayern de Munique não precisava disso. Atitude amplamente questionável e que merece maiores esclarecimentos, pois a cortina de fumaça se reverteu num ambiente prejudicial à outra agremiação.
Em tempos onde o conceito de “fair play” está sempre em discussão, ficam todos os indícios do exato oposto: jogo sujo por parte dos bávaros.
Amanhã brilhante
Apesar de tudo isso, as chegadas de Pep Guardiola para comandar o time e de Mario Götze para reforcá-lo na próxima temporada tendem a fazer o Bayern de Munique entrar para a história no rol de times inesquecíveis.
Recentemente, o campeão mundial (1974) alemão Paul Breitner, espécie de consultor do Bayern de Munique para diversos assuntos, concedeu entrevista à ESPN Brasil, exibida no programa Bola da Vez. Ele destacou como o time bávaro se reestruturou ao longo da última década com recursos próprios, sem haver um milionário russo ou árabe por trás, como virou moda.
O mais curioso da administração do Bayern é a presença maciça de ex-jogadores em cargos diretivos. Entre eles, Franz Beckenbauer (ex-presidente), Mathias Sammer (diretor de futebol), Karl-Reinz Rummenigge (chefe executivo), o próprio Breitner e o atual presidente, Uli Hoeness, a despeito do escândalo que veio à tona.
O momento que vive o clube e as perspectivas para um futuro próximo fazem parte de um planejamento muito bem executado. O mesmo, de acordo com o Breitner, pode se dizer do futebol alemão num todo, com a evolução da seleção e da Bundesliga.
Os alemães viram que estavam ficando para trás e repensaram suas ações – dentro e fora de campo.
Estratégia semelhante foi executada pelo Barça em 2003, graças a Ferran Soriano, então vice-presidente do clube catalão e um dos protagonistas por ter feito o Barça de Guardiola, Messi & Cia. entrar para a história. Até então, o time blaugrana era endividado, enfraquecido tecnicamente, com média de público baixa.
Quem sabe, faz acontecer.
O futebol alemão volta a dar mostras de sua força. E pode ter no Bayern de Munique o seu principal símbolo, com o potencial de em pouco tempo mostrar todo o seu brilho e se tornar referência, se tornar o time do amanhã.
Que o escândalo de seu atual presidente e a cortina de fumaça do anúncio da contratação de Götze tenham sido meros tropeços no brilhante caminho que trilha este gigante do futebol europeu.
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| Messi observa jogadores do Bayern de Munique comemorarem o gol de Mario Gomez, o segundo da goleada por 4x0 sobre o Barcelona (Foto: Kerstin Joensson/AP) |



